sexta-feira, dezembro 19, 2008

Mal na Foto!!®


Descobri esses dias até onde vai a capacidade do ser humano de ser e ter seu momento Flora. Infelizmente não estamos falando em ficção, em capítulos de um folhetim. Não. O que se viu estampado nas páginas de vários jornais foi o escárnio, foi o vil, foi o indizível.

As fotos de voluntários e membros do Exército desviando doações feitas às vítimas das enchentes em Santa Catarina sujou a cara e o corpo todo de nosso país. Não interessa que foram poucos. Foram. Às vezes são poucos que fazem um grande estrago. Como fizeram. Isso só faz com que fiquemos cada vez mais desacreditados no coração aparentemente bom de pessoas hoje não anônimas que aparentemente se dispuseram numa atitude digna de simplesmente ajudar o seu próximo.

Se estou chocado? Talvez não. Deveria estar. Mas no fundo o que podíamos esperar? No país do mensalão, dos desvios de verbas, de obras inacabadas, de obras nem começadas, de escândalos dantescos, de pessoas aparentemente idôneas cometendo atrocidades contra quem acreditou nelas, de políticos distribuindo verdadeiras "bananas" para seus eleitores, da falta de respeito, da falta de ética, da falta de honestidade. No país do vale tudo.

Esse é o verdadeiro retrato de um país marcado pelo pode fazer que nada acontece. Isso é indigno, é cruel, é a Flora despertando os instintos mais sórdidos que um ser humano pode ter. Roubar de quem nada tem. As águas vieram arrasaram com Santa Catarina e ainda assim apareceram pessoas para dar o pisão final. Claro que existem outras munidas de cordas, solidariedade, amor, compaixão. Para essas tiramos o chapéu. Sempre tem o outro lado da moeda. Mas a cara dessa moeda está manchada, marcada.

Não sei de onde essas pessoas tiram esse algo podre, não sei como podem ser capazes de se fantasiarem de bons moços e moças num momento de puro desespero de pessoas que perderam sua história, sua identidade, seu porto seguro. Esse tipo de pessoa deveria ter sua identidade mostrada do Oiapoque ao Chuí, como marginais, como criminosos e deveriam pagar por seus crimes. Mesmo que isso seja considerado um pequeno delito. Tem que haver punição. Não basta devolver o objeto do roubo. Temos que punir, pois a sociedade está cansada de ver que tudo não dá em nada. Que vivemos passando a mão na cabeça dessas pessoas dizendo: " Aí, aí, aí. Num faz mais isso, tá?" Isso não basta. Não estamos falando de crianças, estamos falando de adultos já com o caráter formado. E que caráter.

Portanto, se quisermos que alguma coisa mude (ainda) é a partir de fatos como esses, isolados se assim pudermos considerar, que temos que agir, fazer alguma coisa para mostrar que estamos ligados, de olho e que atitudes assim devem ficar somente no mundo das novelas e da ficção. Não quero dizer com isso que tudo são flores, sei que não são, mas não precisamos de tantos espinhos em nossas rosas.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Não Há Segunda Chance - Harlan Coben


Esse livro de Harlan é bom. Muito bom. Mas ainda sim achei que ficou faltando alguma coisa. Talvez a última pitada de sal. É um suspense envolvente com um ritmo bom de acontecimentos, mas em algumas passagens (poucas por sinal) a coisa fica estranha sem sentido. Não sei se algum erro de tradução mas que deixa dúvida com relação ao que aconteceu, pois em uma passagem é dito uma coisa e logo em seguida é dito outra coisa que não pode ter acontecido pois tira todo o sentido e deixa o leitor numa dúvida e um pequeno ponto de interrogação. Talvez não comprometa tanto a história, mas se fosse dar uma nota perderia alguns pontos, apesar de continuar fã do autor.

Nota: 8

domingo, novembro 23, 2008

Echo Park - Michael Connelly


Uma ótima trama policial que vai fazer você não querer parar de ler. Li em 3 dias. Mais uma aventura do detetive Harry Bosch de tirar o fôlego. Muita ação e um ritmo alucinante dão ao livro um toque especial e o tempero certo que um bom livro policial deve ter. A investigação no livro além de muito bem armada levam o leitor a esperar qualquer desfecho para a história.

Nota: 10

terça-feira, novembro 18, 2008

Contágio - Robin Cook


Adoro Robin Cook. E acabei me apaixonando (isso acaba acontecendo quando se lê muito) por dois personagens, Jack e Laurie, que aqui nesse Contágio fica evidente ser a primeira aparição dos dois. Uma pena que não comecei por esse livro, se bem que não é aquela coisa imprescindível. Dá para encarar e entender todo o contexto da história deles. O livro segue aquele estilo já conhecido de Cook. Dinâmico, envolvente, muito suspense, toques detetivescos na dose certa. Tudo muito bem aprumado. Uma leitura rápida (pena que acaba) devido até a velocidade com que as coisas acontecem. Para quem gosta de suspense, investigação e ainda curte o mundo da medicina não podia estar melhor servido.


Nota: 10



domingo, novembro 16, 2008

Foi a Flora!!®


Depois de ter recebido severas críticas de alguns de meus leitores que em sua totalidade devem no máximo lotar uma van deverasmente credenciada e legalizada, resolvi hoje não falar mal do Lula. Vou poupá-lo essa semana. Venho em missão de paz. Avemus Papa. O Lula também. Quero dizer o Lula também aviu o papa. Amém.

Mas mudando de assunto em respeito a meus leitores. Reclamões. Brincadeirinha. Amo vocês.

Então, estou para perguntar desde a semana passada. Alguém viu o Cesar por aí? É o Maia. O Cesar Maia!!! Não? Mas um passarinho azul me contou que ele já chegou. Pois é, se ele chegou, é porque ele veio de algum lugar. E para ele ter vindo de algum lugar é porque ele foi. Brilhante!!! Infelizmente não foi para àquele lugar. Foi quase para lá. Chegou perto. Será então que alguém me explicaria o que Cesar foi fazer no Uzbequistão?? Mais precisamente na cidade de Samarcanda. Com quase toda a certeza deve ser vizinha da Satiagraha. Depois vocês procurem no mapa, só sei que fica na Ásia Central. Tá. Precisava isso tudo? Ainda mais faltando menos que dois meses do fim de seu mandato. Abin nele!!! CPI nele!!

Ou será que tudo isso é mais uma das armações da Flora? Sabe que isso tem cheiro de Flora.

Aliás, esse história toda da Operação Satiagraha, da Abin, da Câmara ter comprado um tapete de lã de carneiro para eventos coordenados pelo museu e pelo cerimonial da Casa por R$ 7780,00, o fato da Rosinha Garotinho ter sido eleita prefeita de Campos - ainda bem que não moro lá -, a crise econômica, a alta do dolar. Tudo isso tem dedo da Flora. Que outra explicação vocês teriam?

Ela é diabólica. Vem quietinha. Com cara de santa. Faz-se de amiga. É dócil. Afável. E quando menos se espera o lado vil dela aflora. Gostaram do trocadilho? A Flora. Aflora. Genial.

Claro!! Claro? Não. Vivo a portabilidade!!! Oi melhor, viva a portabilidade.

Pensa bem. Quem mais teria interesse em criar essa confusão na Policia Federal com esses disses-me-disses? Quem mais teria interesse em macular a Abin? A Flora. Anotem aí. Foi a Flora.

De quem é a culpa do Lula.... Desculpem esqueci que não ia falar mal do Lula essa semana. Deve ser o "stress". Culpa da Flora.

Flora à parte, vamos ficar de olho e anotar as 83 principais promessas feitas em campanha pelo "nosso" novo prefeito. Nosso entre aspas porque definitivamente não votei nele. Não tenho sangue de Flora. Ou melhor, de barata. Acho que dá no mesmo. Anyway.

Falando nisso e já mudando de assunto, vocês viram o quebra-quebra na Escola Estadual Amadeu Amaral na Zona Leste de São Paulo? Fico me perguntando se isso acontece numa escola onde professores foram ameaçados, cadeiras, mesas e vidraças foram destruídas, o que podemos esperar desses alunos futuros adultos? Caramba, estamos falando de crianças que estamos tentando formar. Isso é sério. Muito sério. Não se pode culpar o sistema. Sempre é o sistema o culpado. E quando não é, falam que foi a Flora.

É preocupante porque foi destruído patrimônio público. Assim como quando presos destroem penintenciarias dever-se-ia punir os responsáveis com trabalho. Destruiu, reconstrói. Simples assim. Porque senão fica muito fácil. E não deveria ser. Existe é muito pouco caso com o que é nosso. É uma praça, é um orelhão, é um ônibus, é um monumento. Nada é respeitado. Depois reclamam que eles lá não fazem uma praça, uma área de lazer, tem pouco ônibus, faltam telefones. O povo por acaso cuida de alguma coisa? Alguns sim, a maioria não. Sei que é complicado, mas dever-se-ia fazer campanhas e dever-se-ia também punir os culpados. Com multas e a reconstrução do bem destruído quando possível.

E enquanto seu lobo não vem, vamos levando. Novembro já está em sua metade. O natal se aproximando, o calor aumentando, o dólar também, a crise invadindo agora a Europa. Mas tá tudo muito bom. Bom, bom, bom, não está. Mas daqui a pouco é ano novo, férias, carnaval, prefeito novo, Obama o Todo Poderoso (Amém), novas CPI´s, novos escândalos para encobrir velhos escândalos e assim a roda-gigante de nossas vidas vai girando, girando, girando.

Até a Flora ficar tonta e cair.

sábado, novembro 15, 2008

O Mirante - Michael Connelly


Apesar de já ter comprado outros títulos do autor no escuro, comecei por esse último lançamento. O Mirante é tudo aquilo que eu esperava de um livro policial. Claro que perde-se um pouco, (bem pouco) não ter lido os outros livros do autor, principalmente Echo Park (lançado anteriormente) pois esse caso do detetive protagonista é citado e comentado e o leitor fica até curioso para saber o que rolou - então conselho meu, leia antes Echo Park -, mas independentemente disso, o livro é dinâmico, com o toque e a dose certos para prender a atenção e fazer com que você não queira parar de ler até a última página. Foi uma ótima descoberta esse autor. Uma leitura certa para os adoradores do gênero e até para os que ainda são meio céticos com livros policiais.


Nota: 10

quarta-feira, novembro 12, 2008

O Guardião de Memórias - Kim Edwards


Um livro para ficar na memória. Comovente. Fascinante. Não pensem que é um desses livros com uma historiazinha qualquer que vai arrancar algumas lágrimas e ponto final. É muito mais que isso. Conseguimos vivenciar junto com os personagens suas angústias, suas tristezas, suas alegrias, suas fraquezas, suas decisões. É também pertubardor. Existe um suspense muito tênue quase que imperceptível mas que nos depara com atitudes vivas e verdadeiras, escolhas certas ou erradas. Arrependimentos, frustações, raiva, perdão. Um livro que irá sim arrancar lágrimas dos mais sensíveis, mas que com certeza irá tocar a todos que se derem esse presente da leitura.

Nota: 9,5

domingo, novembro 09, 2008

A Entrevista Ininterrupta - Felipe Colbert


Sempre que aparece um novo lançamento ele é rodeado de muitas expectativas. Quando esse lançamento é de um autor novo e brasileiro parece que isso acaba assustando muitas pessoas. Não sei porque. Não entendo isso. E não deveria. "Entrevista Ininterrupta" é o exemplo de que deveríamos dar mais crédito a nossa cria, a nossos autores, brasileiros e que estão se lançando nesse mundo competitivo da nossa literatura.

O livro conta a história de um apresentador de talk show, famoso, que se ve envolvido em um episódio que pode mudar o rumo de sua vida durante a apresentação de seu programa ao vivo em uma conceituada emissora de televisão. Muito suspense, numa trama muito bem armada e amarrada com personagens fortes e que dão a liga fundamental para que seja um ótimo livro. Um livro para se ler rápido devido a sua intensa velocidade com que os fatos vão acontecendo e dando a impressão e deixando aquele gostinho de quero mais.


Nota: 9

domingo, novembro 02, 2008

A Chave de Sarah - Tatiana de Rosnay


O livro é simplesmente maravilhoso. No começo do livro intercala-se capítulos com o passado e presente, muito bem amarrados. Uma história de descobertas, lembranças, justiça, perdas, sobrevivência e muita dor. Aqui conhecemos a saga de Sarah, uma vítima e ao mesmo tempo sobrevivente de um episódio acontecido há 65 anos em Paris, em que judeus foram confinados no Véldrome d`Hiver ( Velódromo de Inverno) pela polícia francesa na época do holocausto e depois enviados aos campos de concentração de Auschwitz.

Holocausto esse que não deve ser esquecido jamais. Diz uma frase em hebraico: Zakhor, Al Tichkah. Lembre-se. Nunca esqueça. Que ela sirva de recado para aqueles que acham que o holocausto não existiu. Existiu sim. Para aqueles que acham que existem outros holocaustos não falados na história. Que já se falou muito no holocausto sofrido pelos judeus, e que não se deve alimentar mais isso.

O que mais me choca é que depois de ter lançado um concurso literário na minha comunidade no Orkut, a Viciados em Livros, fui obrigado a ler um comentário de um membro da comunidade que disse: " Mataram pouco mais de 12.000.000 de NEGROS africanos só na época em que a escravidão durou no velho mundo e no novo mundo tb. E ISSO NÃO É NOTÍCIA. Agora, os famosos e supostos 6.000.000 de judeus, esses sim...a mídia sionista faz questão de enfatizar e propagar como se esse povo fosse mais importante que qualquer outro na face da Terra.".

Então para essas pessoas que (ainda) pensam assim em pleno século 21, esse livro pode talvez, amolecer um pouco essa idéia errada que certas pessoas tem sobre um momento da história da humanidade que é inesquecível e que deve ser lembrado sim. E se ainda assim ainda acharem que nada passou de uma fantasia, talvez o caso seja melhor dar como perdido. Cada livro que conta um pouco dessa terrível passagem, é uma forma de dizer ao mundo o que aconteceu, o que é inegável, o que não é para ser esquecido.

Tanto é verdade que em novembro de 2005, a Assembléia Geral das Nações Unidas através de uma Resolução instituiu o dia 27 de janeiro como o “Dia Internacional de Recordação das Vítimas do Holocausto”. Esta data é uma homenagem simbólica aos seis milhões de judeus e às outras tantas vítimas do extermínio nazista. A resolução foi co-patrocinada por outros 104 países e aprovada por consenso (sem necessidade de votação), incluindo o Brasil. O texto rejeita qualquer questionamento de que o Holocausto foi um evento histórico, enfatiza o dever dos Estados-membros de educar futuras gerações sobre os horrores do genocídio e condena todas as manifestações de intolerância ou violência baseadas em origem étnica ou crença religiosa.

Mas em Israel esse dia foi instituído em 1951, onde é tocada uma sirene no país inteiro e todos param por 2 minutos. Até motoristas saem de seus carros em respeito. É uma imagem impressionante, e emocionante, e eu vivi isso na época em que morei em Israel. Enfim, fica aqui o recado para essas pessoas "desavisadas" ou que não querem aceitar um fato.

Um bom conselho às vezes pode vir "di grátis". Leiam esse livro.



Nota: 10

sábado, outubro 25, 2008

Febeapá 1,2,3 - Stanislaw Ponte Preta


Um livro de histórias e de História, como mesmo autodenomina o autor. Uma coletânia de crônicas no estilo único de Ponte Preta, onde seus personagens passeiam trazendo graça, arrancando risos e em alguns casos boas gargalhadas. Algumas crônicas são até meio sem graça nenhuma e outras do tipo só quem escreveu riu. Mas tem também as impagáveis.

Nota: 7,5

sexta-feira, outubro 24, 2008

Cada Um No Seu Quadrado!!®



Para quebrar um pouco o protocolo vou dar início aos trabalhos parafraseando Sigmund Freud - que dispensa apresentações - quando ele diz: "Meu charuto não é símbolo de nada. É apenas um charuto".

Dito isso, podemos fazer uma análise e um silogismo. Lula é presidente. Lula não entende de economia. Lula fala besteira. Logo, Lula é um presidente que não entende de economia (e de outras coisitas mais) e que fala (o que não deve) sobre economia ( e sobre outros assuntos) todas as besteiras. Aqui valeria dizer que o primeiro a falar que estou errado come todas as porcarias do mundo. Porque sempre terá um que vai falar que eu não entendo de economia, de política nem entendo do Lula e o Lula. Igualzinho àqueles dos direitos humanos que aparecem para defender os nossos marginais de todos os dias.

Então, parece que depois da tal marolinha do Lula, ele caiu em si e foi correndo pegar uma boia, um colete salva-vidas, pois viu ou viram por ele que a marola era uma onda um pouco maior para se pular com um saltinho de bailarina.

Mas Lula não me surpreende. Aliás, nunca o fez. Só me surpreendi mesmo quando ele foi eleito e caí da cama quando ele foi reeleito. Mas faz paarrte!!!

O pior é que temos que conviver com as falas do presidente, e apertar a tecla sap, para termos uma melhor noção do que se passa. Se bem que para muitas coisas nem é preciso, basta abrir os olhos e ler um pouco. Mas aí caímos num problema. O povo não gosta de ler. O povo não é incentivado a ler e quando lê, quando vai buscar uma informação geralmente é nas páginas sensacionalistas de jornais cor de hemorragia, que custam R$ 0,50. Uma pena. Mas isso não deixa de ser um estratagema do governo, pois quanto mais abstraído o povo estiver, mais fácil é governar, mas fácil é enganar, mais fácil fica tapar o sol com a peneira. Vão até achar que é eclipse.

Triste realidade. E hoje, já nem sei se o povo um dia irá acordar. Tenho minhas dúvidas. Pois qualquer ajudazinha do governo faz muitos se calarem. É uma bolsa família aqui, é outra bolsa família alí. Nem precisa ser Louis Vitton. E está tudo certo. Estamos conversados, e ninguém mais fala mal de ninguém e todos viveram felizes para sempre.

Histórias da Carochinha é para boi dormir. Comigo não. E nem com você, meu querido leitor, minha querida leitora. Nem tudo é festa lá no meu ap.

É a tal história, senhor Excelentíssimo Presidente da República --- calma que isso é só uma formalidade --- " cada um no seu quadrado, ado ado, cada um no seu quadrado '. Entendeu Lula? Não? Explico: " Lulinha" querido (tom irônico), quando for falar de economia, não fala. Quando for falar de... não fala. Não fale!! Como diria Caco Antibes no saudoso Sai de Baixo: " Cala boca Magda!!".

E como em todo o mundo, cada um tem a Magda que merece!!!

quinta-feira, outubro 16, 2008

A Marola do Lula!!!®


Apesar de estar muito envolvido com a obra do meu novo futuro lar, não pude deixar de ouvir o que Lula falou. É aqui lula fala. Só mesmo no Brasil. Podíamos até tentar exportar isso (leia-se essa coisa) para um parque temático nos EUA, se bem que é logo ali. Melhor solicitar sem necessidade de licitação a construção de um novo parque temático bem mais longe. Quem sabe Moçambique, Austrália. Leva quem pagar menos. Ainda mais em tempos de crise. Ah, acabei nem falando o que eu ouvi o Lula falar. Ele falou claro uma besteirazinha (mais uma), mas nem vou me aprofundar muito nessa questão, pois tem uma pessoa misteriosa que é apaixonada pelo Lula e que já me atacou com alguns insultos e não quero alimentar briguinhas internáuticas. Já basta a nossa violência urbana. Ah tá (tô enrrolando...) ele disse que a crise mundial iria produzir somente uma marolinha aqui no Brasil.

Tá me engana que eu gosto. E enganar a mim, isso "NÃO PODE!!!!"

Só que Lula não contava que somos um país que vai (ou pelo menos tenta) pra frente, como dizia àquela música. E que hoje (não sei se ele sabe) somos um país vulnerável aos acontecimentos mundiais. Não sei com qual intenção ele falou isso, mas que estamos sentindo na pele e no bolso a tal tsunami econômica, ah isso estamos sim.

As manchetes dos jornais não me deixam mentir e provam que a marolinha do Lula é uma onda um pouquinho maior e que não dá para dar um pulinho para não ser atingido por ela. Infelizmente. Empresas como Renner, InBev, PepsiCo, Petrobras, Oi entre outras estão revendo todos os seus planos, outras falando em demissão de funcionários e o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já falou em não dar reajustes ao funcionalismo e a cancelar concursos públicos. Isso é marola? Só se for para o Lula que deve viver no fundo do mar ou em outra galáxia. O que na verdade seria um sonho. Um sonho de verão, inverno, outono e primavera.

Legal isso né? Principalmente essa fala do ministro sobre concurso público. O que dizer para a legião dos concursandos? Time esse que me incluo. Fiquem calmos, o pior já passou? O pior é agora. O pior é hoje.

Uma coisa é certa. E parece que Lula não sabe (de novo), um espirro na economia de lá, pode virar um resfriado em alguns países, pode virar uma pneumonia em outros e pode matar outros. Cabe cada governo fazer seus ajustes para debelar de forma correta o vírus e não dar um remédio que sirva somente de paliativo porque lá na frente o país em questão irá sentir na pele e no bolso o valor dessa aspirinazinha. Ainda mais se for de farinha.

Aliás, farinha "NÃO PODE", o trigo tá caro.

terça-feira, outubro 14, 2008

Rosamundo E Os Outros - Stanislaw Ponte Preta


Uma coletânia de crônicas diferente. Um humor não sei como poderia denominá-lo, mais sei que é um humor gostoso com um personagem central, nesse caso o Rosamundo. Um sujeito simples que poderia ser qualquer um de nós. Algumas crônicas são de gargalhar. Sérgio Porto escondido atrás de Stanislaw Ponte Preta nos faz rir e ver situações do nosso cotidiano de uma nova maneira.

Nota: 8

domingo, outubro 12, 2008

O Casamento - Nelson Rodrigues


Um livro ácido, tragicômico, com passagens que só passariam pela cabeça de Nelson Rodrigues. Desejos, sexo, família, segredos, medos, pai, mãe, filha e suas relações. A mente de Nelson trabalha num plano além do senso comum.

Nota: 8

sexta-feira, outubro 03, 2008

O Preço da Notícia!!®


O relógio marca 5h38m, e os primeiros raios de sol começam a despontar. Muito romântico para o meu estilo, não é verdade? Porém achei a introdução mais apropriada para dizer que não dormi direito e que madruguei. Por quê? Eu sei lá. Mas sonhei praticamente a noite inteira com uma porta. Nem sei o que poderia jogar no bicho. Talvez no burro. Porta/burro. Talvez tenha um sentido nisso. Mas você meu leitor, minha leitora (não é campanha política), deve estar se perguntando o porquê de eu ter sonhado com uma porta. Muito simples, estou com meu apartamento em obras, já na reta final, e ontem, minha noiva e eu compramos uma porta. Só que ainda não temos um marceneiro (você conhece um? se sim, ligue 0300 9171 171171 e se não pode ligar também). E meu sonho foi todo em cima da instalação da tão sonhada porta do meu, ou melhor, do nosso novo lar. Mas aonde eu quero chegar com tudo isso. Vocês estão prestes a descobrir.

Há dois dias, recebo uma newsletter, de uma revista de grande (será) circulação nacional, com as principais manchetes que esta trará em sua nova edição. E o que leio me choca. Profundamente. Ainda dou uma piscada de olhos para ver se é verdade. E é. Está lá, escrito em letras garrafais: "Sandy e Lucas voltam da lua de mel". E o Kiko? Ah o Kiko vai bem. Mas o que eu tenho a ver com isso. Isso é notícia? Será que amanhã iremos ler: " Lucas solta o primeiro pum na frente de Sandy e ela chora", ou ainda, "Sandy e Lucas na Ilha de Caras mostra seu novo visual". Definitivamente isso não é notícia.

O mercado financeiro entrando em colapso, bolsas caindo pelo mundo, calma que não é a Louis Vuitton da Sandy, dólar disparando, bancos quebrando e querendo quebrar, o mercado tenso esperando a aprovação do pacote econômico salvador para a economia americana e pessoas preocupadas com a volta da Sandy e do Lucas?

Será que esse tipo de notícia ainda vende revista? Onde vamos parar?? Não é à toa que somos um país culto com um índice de analfabetismo baixo, com pouca evasão escolar, com um presidente que aí está, com políticos fazendo o que é de nosso total interesse e benefício, com um sistema de saúde pública funcionando igual um relógio suiço. Notícias assim, estimulam o intelecto geral de nossa população e os deixam preparados para enfrentar qualquer eleição e escolher os melhores candidatos.

Por isso àquela música da Copa de 70 que diz em um refrão: "... pra frente Brasil, salve a...". É para lá que estamos caminhando.

Minha gente, meu povo querido, vamos despertar do sono, vamos acordar para a nossa realidade. Sei que às vezes temos que nos distrair, ver um bom filme, uma novela, (a Favorita está ótima, adorooooooooooooo!!!), um bom livro. Isso não tem preço. Mas saber que a Sandy voltou da lua de mel... Ah, isso tem preço!!! Oh se têm.

E o preço e a conta quem paga é você. Sou eu. Somos nós.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Elas Gostam de Apanhar - Nelson Rodrigues


Não será qualquer leitor que irá gostar do estilo Nelson Rodrigues. Um estilo único. Irreverente. Ácido. Direto. Sem nenhum pudor. Uma narrativa estilosa à moda Nelson Rodrigues. Aqui são 26 contos com muito humor, mas um humor negro misturado com um humor que pode encomodar muita gente, digamos cheia de "não me toques". Se você for assim, nem leia.

Nota: 9

sexta-feira, setembro 26, 2008

Insônia - André Wambier


Esse é um daqueles livros que surpeendem. Pela forma da narrativa, pela história e por seu final. Você ao ler Insônia, vai com quase toda a certeza querer até que essa ótima ficção pudesse ser real, pelo menos em alguns momentos, principalmente naqueles em que você gostaria de se dedicar ainda mais um pouco na leitura. Existem passagens muito frenéticas outras mais amenas. Mas sempre num ótimo ritmo deixando sempre aquele gostinho de não se querer largar o livro por nada. Sem falar no suspense que acompanha o livro. André, o autor, trabalha muito bem a questão do tempo. Na primeira parte do livro existe passado e presente se revesando de forma muito bem dosada. E sem deixar o leitor perdido, como alguns outros autores. Você no decorrer da leitura acaba achando que matou a charada, que já sabe ou supõe que sabe para onde a história vai te levar. Ledo engano. Mas para tirar essas conclusões e claro as suas leia Insônia e veja que ter insônia até que não seria um mal negócio.


Nota: 9

quinta-feira, setembro 25, 2008

Seu Voto!!! Uma sentença!!®


O tempo passa, o tempo voa... Esse refrão lembra alguma coisa?? Pois é. Como são as coisas. Estamos em 2008 e de 2006 para cá se passaram o que?? 2 anos??. É acho que foi. Outros acharão que foram. Tudo é uma questão de semântica, de concordância verbal, nominal, o que você queira. Mas muita coisa não mudou, e isso me preocupa. Pensando em o que escrever e me pautando que estamos há semanas das eleições, me deparei com um texto meu de 2006 e que expressa ainda tudo aquilo que penso, sem tirar nem por. Resolvi, desculpem-me meus poucos leitores (o Xexéo acho que continua com seus 6 leitores segundo ele próprio e eu então...) que talvez possam recordar do texto (acho que é pedir muito), em reescrevê-lo, o que é bom para meus novos leitores (uhuuuu!!!!) e bom também para os antigos. Pois quem sabe agora ele não pulse de forma diferente dentro de você, com todo o respeito.


Minha gente, estamos de novo em ritmo de eleição, com os candidatos falando, falando e falando o que vão acontecer, o que vão fazer. O que cada um tem para solucionar os problemas da cidade que não são poucos. Me engana que eu gosto!!!. Nem estou vendo tantos ataques de uns contra outros, mas também nem tenho visto o horário da propaganda eleitoral, só vejo mesmo, nos intervalos da minha novela. Que aí não tem jeito. Mesmo assim, não presto muita atenção. Já estou com o meu voto (secreto) resolvido. E não conto por nada nesse mundo. Só posso adiantar que não será no Gabeira, não será no Eduardo, não será na... É não será. Captou??


Então, vendo o texto que transcrevo a seguir, a única coisa diferente mesmo, é que em 2006 além das eleições, tinha a Copa do Mundo. De resto.... Mas cabe você meu querido leitor e eleitor decidir quem vai para o trono, quem vai para a berlinda, quem vai para o paredão, quem vai para e não a. Já estou em fase final de instalação do 0300 para você me dizer quem vai para onde, e consegui numa negociação que o preço pago pelas ligações será revertido para a Casa da Consciência Pesada filiada a minha conta bancária, mas isso são detalhes... Se bem que o povo já está acostumado com isso.


Então, tirando-se que 2006 era ano de Copa do Mundo, o texto infelizmente fica atualizadíssimo, visto que até onde parece a cabeça do eleitor não mudou muito. Infelizmente. Mas sempre há tempo.


O tempo passa, o tempo voa....


Sei que o ano é de Copa do Mundo. Mas é também ano de eleição. Deveríamos deixar o orgulho de lado e botar nas urnas a nossa vontade. Mas nossa vontade verdadeira. A nossa vontade que produz passeatas, manifestos, protestos, correntes na internet. Colocar nas urnas a nossa indiganção, a nossa revolta, a nossa voz.


De nada adianta ficarmos perplexos com esses escândalos e não fazer nada a respeito. De nada adianta ficarmos revoltados com mensalões, dólares na cueca, deputados rindo outros dançando, cheiro de pizza, cheiro de impunidade. De nada adianta ficarmos surpresos com deputados sendo caçados, ministros caindo, CPI´s atrás de CPI`s sendo criadas se não fizermos nada na única hora que nos é dada para exercemos nossa sentença.


Nossa sentença é única. Nossa sentença irá produzir efeitos imediatos, a curto, médio e longo prazo. Nossa sentença irá fazer vencedores e vencidos. E nossa sentença irá fazer nossa esperança aumentar ou deixar de existir de vez.


A bola da vez é a urna. O juiz é você, sou eu, somos nós. E somos nós que temos que parar de ter medo de dizer o que pensamos e sentimos. Lembre-se que ninguém poderá julgá-lo. O voto é secreto. O voto é seu, mas ao mesmo tempo é nosso, pois a soma deles resultará no nosso futuro.


Quando falo de nosso futuro, penso que já devíamos ter aprendido com o nosso passado. E não é isso até agora que a história nos mostra. Muito pelo contrário.


E é isso que mais me preocupa. A falta de memória. E quem sabe até a falta de coragem de dizer um BASTA com letras maiúsculas e de querer ser feliz.


Ser feliz sim, pois parece que já se acostumou com a idéia de sermos vítimas. Se somos vítimas, somos de nós mesmos, pois tudo isso é resultado de nossas ações. De mais nada. De mais ninguém. Ninguém encostou uma arma na sua cabeça e o obrigou a votar neste ou naquele candidato.


Vamos acordar. Vamos lavar nossa alma e nosso país de uma vez por todas. Vamos votar em quem realmente acreditamos e parar de votar por votar. Chega disso. É só olhar a nossa volta e ver quem foi que nós escolhemos para nos "representar" com questões nossas e ver o que foi realmente feito e como foi feito. Lembrar que quando a questão envolve a vida deles, benefícios para eles, aumento para eles, mais mordomia para eles, a conduta é uma e a rapidez e uma e quando a questão é para o lado mais fraco (nós) a conduta e a rapidez é outra.


Não vou e não quero esperar por mais uma outra oportunidade. Faça dessa votação a sua, a nossa oportunidade de dizer de uma vez por todas que estamos todos cansados, muito cansados disso tudo.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Então vai, clica!!!®


A internet veio para ficar. Disso todos nós já sabemos. E com ela nossa maneira de se comunicar mudou. Diria até que radicalmente. Tudo é por e-mail. Ou melhor, quase tudo. Passar um fax está ficando coisa já um pouco ultrapassada. E com a onda da internet, os crimes (cibernéticos) se aperfeiçoaram, assim como a enxurrada de propaganda indesejada aumentou. Quando tínhamos propaganda somente na tv (e no rádio), era simples. Bastava um toque no controle remoto e nos livrávamos dela. Eu particularmente sempre gostei. Hoje, a coisa complicou. E ficou mais agressiva, a partir do momento em que você não permitiu que invadissem seu endereço eletrônico, oferecendo de tudo um pouco. Até no celular essa moda está pegando.

Finalmente desistiram de aumentar tamanho do meu pênis. Se bem que uns centímetros a mais não me fariam mal. Mas era impressionante a quantidade de pessoas preocupadas com o tamanho dele. Até mais que o próprio dono. No caso eu. Era uma coisa de a cada 20 mensagens, 5 eram pessoas me convidando para o mundo mágico do aumento de pênis. No caso meu pênis. Tadinho dele. E garanto que esse convite não via sexo, pois soube de muitas mulheres que também recebiam o mesmo convite. Taí um erro grave de marketing e de pesquisa de mercado. Essas empresas definitivamente não sabem como atingir seu público alvo. Por isso devem ter falido.

Agora o preocupante é a quantidade de golpes cada vez mais bem mascarados e convidativos. E o alarmante é que esse número não para de cair, muito pelo contrário. O que indica que mais e mais pessoas têm caído na "lábia" desses criminosos cibernéticos. E tem para todos os gostos, sexo e idade.

É a receita federal dizendo que houve erro no meu imposto de renda, mas que clicando no link abaixo, eu posso resolvê-lo sem pagar nenhuma multa. Palavra mágica. Ou então que sua compra nas lojas americanas foi aprovada com sucesso e que para acompanhar o andamento da mesma é só clicar no link abaixo. Compras?? Lojas Americanas?? Eu??? Alguma coisa deve estar errada!!! Vou clicar para ver. Vai, clica!!! Monstro!.

Dia desses, recebi um vale-compras do Boticário. Uau!! Finalmente ganhei alguma coisa. Uma promoção que um amigo meu me cadastrou. R$ 340,00. Tudo muito bonitinho, o logotipo, as cores, o texto. Vai, clica!!! Dessa vez, eu entrei em contato com o sac do Boticário perguntando se eles já sabiam do e-mail fraude. Com certeza. Disseram na hora para não clicar em nada e deletar o e-mail. Click!!

Semana passada abro minha caixa de e-mail´s e não é que a Gol adivinhou que estava querendo comprar uma passagem aérea?. Tava lá, no assunto, "Ida e Volta, R$ 50,00" e no remetente dizia: "Promoção relâmpago Gol". Tudo muito bonitinho, o logotipo, o texto, e o link especial para se escolher o horário e o destino. Vai, clica!!! Gol!!!!!!!! Vale dizer, que a promoção relâmpago ainda persiste, e deve ser com chuvas esparsas, pois hoje recebi o mesmo e-mail em duas contas distintas.

Outra muito boa é quando dizem que seu título de eleitor foi cancelado. Oba!!! Era tudo que eu queria. Dá até vontade de clicar no link e agradecer. Obrigado Senhor!!!! Mas quando dizem que foi o seu cpf, aí dá medo. Então vai, clica!!! Tolinho! Ou quando dizem que seu nome está no serasa. Serasa?? Eu nem tenho cheque!!! E nem compro nas Casas Bahia!

E quando é e-mail de banco? Sabem em quantos bancos eu tenho conta?? No BB, Itaú, Citibank, Bradesco. Melhor a receita não saber disso. Pois eu também juro que nem sabia que tinha tantas contas abertas no meu nome. Dizem que o Lula também não sabia disso. Mas isso não é novidade.

Novidades são os e-mail´s dizendo que ganhei não sei quantos milhões de dólares na loteria, ou algum prêmio em dinheiro. Será que estou rico e não sabia? Será que fui sorteado sem jogar?? Será a minha chance de curtir a vida e largar essa minha luta de estudo para prestar concurso público? Será? Será? Será?

Então vai, clica!!!!

sexta-feira, setembro 12, 2008

Mãos de Cavalo - Daniel Galera


O que dizer de Mãos de Cavalo de Daniel Galera? Não vou "pra galera", muito menos de cavalo. Simplesmente não vou. Um livro que quando li a sinopse achei que fosse ser uma leitura construtiva de alguma forma, pois tratava da vida de um homem em três fases de sua vida, onde falava sobre perdas, culpa e a formação de sua indentidade. Não consegui receber essa mensagem do autor. Nem sei com cheguei até a última página, pois pensei em desistir da leitura em alguns momentos. Os capítulos se intercalam. Ora é o garoto, ora é o adolescente e ora é o homem já formado, casado. A mensagem talvez seja muito subjetiva, muito sutil, mas com certeza não surtiu o efeito encanto que muitos outros livros conseguem. Não vou dizer aqui que o livro é para se passar batido, mas também não é livro para que se sair correndo para comprar para começar ontem a ler. Muita calma nessa hora. Uma pena, pois pensei que seria um livraço.

Nota: 3

terça-feira, setembro 09, 2008

Corrida do Membro - Ubiratan Muarrek


Um livro totalmente diferente do que eu já tinha visto e lido. Uma linguagem ácida, erótica, dinâmica eu diria. O livro conta a vida de um homem, Gerard, recém-separado, e suas aventuras e desventuras dessa sua nova fase. Suas experiências sexuais, paixões e decepções amorosas são mostradas de forma direta. Diria que não é um livro para qualquer cabeça e definitivamente não é para os muito puritanos que não conseguem nem pronunciar a palavra bunda, pois aqui a conversa é mais em cima, ou melhor mais na frente.


Nota: 7,5

segunda-feira, setembro 08, 2008


Realmente acho que estava enganado a respeito de nosso presidente, ou melhor, de seu presidente, não meu. Eu não votei nele!!!! Mas tenho que tirar o chapéu, pois Lula mostrou que além de presidente, ele é médico, conselheiro e técnico de futebol. Estamos bem servidos. Temos um presidente múltiplo. Com várias facetas. Várias utilidades. Diria até que temos um presidente bombril. E nada melhor para ilustrar isso do que àquela música: "Jogue suas mãos para o céu, e agradeça se acaso tiver alguém que você gostaria que, estivesse sempre com você...". Grande Hyldon de Souza. Acho que ele já sabia do Lula.


Lula, sempre ele, em uma cerimônia do lançamento do programa Saúde na Escola em um colégio estadual da capital pernambucana, ensinou aos presentes sobre próstata, pressão alta - ai, ui, tá na hora do meu atenolol -, dor de ouvido e finalizou com problemas na visão. E não parou por aí, disse ainda para uma platéia de cerca de 500 pessoas tirarem o bumbum do sofá e fazerem algum exercício - que fofo esse nosso presidente -. Isso é que é presidente. Um homem que incentiva seu povo de uma forma tão fofa. Bumbum não é fofo?? E pensar que há alguns anos atrás queriam proibir cartões postais com bumbuns à mostra. Ah tá, bunda "NUM PODE", bumbum, "PODE". Já entendi o recado.


E falando em recado, o nosso goleiro Júlio César mandou um belo recado para Lula ao ouvir ele dizer que o jogador Messi perde a bola e corre para recuperá-la enquanto os jogadores da seleção ficam de braços cruzados. Mandou-o ir morar na Argentina. Sabe que não era má idéia. Já pensou Lula na Argentina. Iria ser nossa vingança maligna.


E já que falei em coisa maligina lembrei da moedinha de R$ 0,01. Isso, um centavo. Terror de todos e amiga dos comerciantes, donos de supermercados e até banqueiros, que insistem em quase sempre, e é quase sempre mesmo, a embolsar nosso troco, de às vezes R$ 0,01, R$ 0,02 e até R$ 0,03 sem que sequer perguntem: " Posso ficar te devendo R$ 0,01? " algumas dessas vezes. É como se fosse costume deixar passar esses "míseros" centavos, que no final do mês isso não fará diferença em nosso orçamento. Não fará? Já fez as contas? Mas com certeza no orçamento deles do lado de lá fará uma bruta diferença. É matemática pura e simples. Imaginem um caixa em um supermercado por onde passem digamos 50 pessoas. Multipliquem esse 1 caixa por 10 caixas, depois por 1 dia, 1 semana, 1 mês. E muitas das vezes o caixa até tem o troco,mas simplesmente não dá. Nós brasileiros temos que aprender a valorizar mais nossa moeda, nosso dinheiro. Não é uma questão de miserabilidade é uma outra questão. E tem também o lado da lei, que diz que quando o estabelecimento não tem troco que ele deve dar o valor mais próximo e acima do devido. Quero ver se agora iriam começar a negar uma moeda de R$ 0,05. Vai fazendo as contas. E no final do próximo mês me diz quanto você voltou a receber de troco e quanto o supermercado deixou de ganhar com essa renda que acaba sendo extra.


Já que estamos em plena campanha política e isso sempre serve de incentivo para se lançar outras campanhas, proponho aqui, lançarmos a campanha: "Do quero meu troco, quero meu centavo", e conforme for marcamos de comemorar com uma boa e gelada coca-zero.

sexta-feira, agosto 29, 2008

Meu Querido Christopher - Sy Montgomery


Livros que contam a história veradeira de alguém é (quase) sempre interessante, pois ali não existe viagem, não existe a visão do autor, existe sim (esperamos) sentimento, doação. Meu Querido Christopher me chamou a atenção por contar a história de uma famíia que adota um porco como seu bicho de estimação, ou melhor de um casal que resolve até abdicar de filhos e que segundo a sinopse, mudou a vida de uma cidade. E já um pouco influenciado pelo filme do Baby, o porquinho, achei que seria um livro no estilo do filme, engraçado, comovente (em alguns momentos). Ledo engano. Claro que além disso, também teve influência de outro livro, Marley & Eu, que comove, apesar de estarmos falando de um cachorro e não de um porco como agora.


Chrisopher é até simpático (existem fotos dele no livro) e parece que foi uma ótima companhia, mas, o livro em si, é bem chatinho. A autora não conseguiu passar aquiloque faz com que você se apaixone pelo livro e até pelo porco. Nada contra os porcos. Esses porcos, que deixe-se registrado.


Não vou dizer que no livro não existem passagens engraçadas, existem. Mas é uma historinha meio sem graça, poderia dizer sem muita emoção para mim.


Não sei se virou moda livros que contam histórias de seus animais de estimação e seu donos. Alías, é um ramo da literatura que vem com seus títulos crescendo. Eu aqui em casa ainda tenho uns 2 ou 3 títulos de livros assim. (os outros dois são com cachorros e não é o Marley, esse eu já li).


Diria então que é um livro que não precisaria ser descartado como não leia de maneira nenhuma, só diria que com certeza que outras leituras poderiam vir antes, e outras também, e quando você não quiser se aprofundar muito em algum assunto, quiser uma leitura passatempo total e sem nenhuma pretensão de uma grande literatura, vá em frente.


Tudo bem que no livro existe aquele companheirismo de Chris com seus donos, com os outros animais, com as outras pessoas da cidade, aquela coisa do porco começar a ser uma atração depois de ter nascido doente e rejeitado pela mãe, mas sinceramente, a autora não conseguiu passar aquela emoção para mim de se ter um porco de estimação em casa.



Nota: 4


quinta-feira, agosto 28, 2008

Chorar é humano!!®


Que coisa chata !!! Será que isso acontece com qualquer um que se aventure a escrever alguma coisa ? Branco total. Igual ao Omo. É o sabão em pó! Posterguei até onde deu, tenho que entregar o texto, mas não veio inspiração nenhuma.

E agora José? Tem uma pedra no meu pensamento.

Fico parado olhando para a tela de minha velha máquina, o Tobias, meu compurtador, o cursor piscando, o teclado à minha frente e nada.

Pensei no Lula. Confesso que não costumo pensar muito nele. Até evito. Mas agora com o horário político invadindo nossa telinha no horário nobre, não tem como evitar. Ainda mais que temos que ver e rever a todo instante, ele, o Lula, falar para que (vocês) não tenham medo de ser petistas. Eu não tenha nada com isso. Mas tenho pavor.

Mas falar mais do Lula ? Vou dar uma folga e deixar o Diogo Mainardi continuar sua saga de combate ao mal. E eu assino embaixo.

Então continuei meu exercício de introspecção para ver se surgia uma luz no fim do túnel. Nada. Liguei a tv, RJ TV rolando, e as notícias de sempre pipocando na telinha. Moradores de rua, PM´s envolvidos em mais um crime, guardas municipais fazendo vista grossa (assim como os PM´s). Novidades até aí ? Acho que não.

Pegando carona nisso, o comando da PM irá abrir inquérito para apurar o envolvimento de PM´s com camelôs que vendem a céu aberto dvd´s piratas. Fazer o que? Essa é a cena mais vista no centro do Rio, camelôs e seus dvd´s de um lado e guardas municipais e PM´s do outro, às vezes fazendo alguma coisa, mas na maioria das vezes, fazendo nada. Esse tipo de combate deveria ser feito todos os dias. Até a exaustão. Até esgotar todos os estoques desses criminosos. Um dia o estoque acaba. Um dia a casa tem que cair.

Outro intervalo do RJ TV, o cursor continua firme e forte piscando. Minha mente passeia, vai até a China, vê que as olimpíadas acabaram, volta rápido, dá uma passadinha em Brasília, não gosta do que vê por lá, e vem correndo de volta para o Rio de Janeiro, cidade (que já foi mais) maravilhosa. Cidade esta que irá receber uma nova estátua homenageando Dorival Caymmi, que ficará em Copacabana. Pelo menos ele não usava óculos, pois Carlos Drummond de Andrade que tem sua estátua também em Copa já teve seu óculos roubado algumas vezes. Será que esses aí que gostam de óculos, vão querem o violão do Caymmi? Não é melhor deixá-lo já sem o violão? Esse é o Rio de Janeiro.

E agora José?

Quem sabe fale um pouco da A Favorita? Boa essa novela não é? Tenho algumas ressalvas, mas no geral está bem legal. Não pensem que não faço mais nada na vida. Faço sim. Estou no momento enfrentando a guerra para ingressar no serviço público, aliás, eu e quase a totalidade da torcida do Flamengo. É uma luta inglória. Mas eu chego lá. Por isso meu velho amigo vídeocassete tem tido muito o que fazer. Se eu gravo a novela? Claro que sim. E por acaso isso é algum motivo de ter vergonha? Eu assumo. Eu gravo novela, eu choro lendo um livro, vendo um bom filme. Chorei até no Shrek!!

Mais isso de gravar novela, é de vez em sempre, quando a Net deixa. Mas isso talvez seja papo para outro dia. Afinal aqui não é uma coluna de Defesa do Consumidor, para que eu relate que estou há mais de um ano com problemas com meu decodificador que ou desliga sozinho ou muda de canal sozinho. Já reclamei, já gritei, já recebi uma infinidade de visitas técnicas, já foram trocados 9 decodificadores e nada. Somente ontém, alguém da ouvidoria me ligou dizendo que vão tentar outra coisa. Vão trocar o modelo do decodificador. Finalmente!!! Alguém irá tentar fazer uma coisa diferente. Mas não era para estar falando disso, afinal isso me deixa triste e como disse eu choro à toa.

Então vou pedir um minutinho, vou logo ali dar uma choradinha e já volto.

domingo, agosto 24, 2008

Incendiário - Chris Cleave


Um livro com um formato diferente (acredito eu), mas que não consegue tirar a empolgação em nenhum momento. Desde o começo é possível sentir que estamos diante de um livro com uma narrativa envolvente que consegue passar um pouco do drama vivido pela protagonista, uma mulher simples que vê sua vida desmoronar de uma hora para a outra. A narrative em forma de uma carta é mais um desabafo, como se fosse uma consulta terapêutica. É possível sentir a emoção, o medo, a tristeza, a raiva, a incerteza. Um livro que me surpreendeu bastante e que se consegue ler quase de uma tacada só. Um livro verdadeiro na mensagem que tenta nos passar.

Nota: 9

quinta-feira, agosto 21, 2008


Começou a chatice do horário político. Ninguém merece. Mas é lei. É obrigatório. Fazer o que?? Pelo menos não mexeu no horário da minha novela: A Favorita. Nessa meia-hora de puro tédio pode-se aproveitar para ler um bom livro, escutar uma boa música, navegar pela internet (que pelo menos não tem horário político - ainda), ou passear pelos inúmeros canais da tv a cabo.Fico me perguntando será que alguém ainda acompanha o horário político e fica lá grudadinho na telinha ouvindo aquelas baboseiras, devaneios, promessas vis e muito blá, blá, blá.


Será??


Será que depois de tanta coisa que vimos acontecer no mundo político ainda resta alguma esperança de que alguém irá se salvar? Pode até ser. Mas eu não acredito muito. Tirando uns e outros ( e acredite são uns e outros bem poucos) ninguém se salva. Depois que vi o nome do ex-deputado e ex-chefe da Policia Civil, Álvaro Lins, a quem eu posso dizer que achava que era um sujeito acima de qualquer suspeita, envolvido em suborno e outras coisitas mais, a casa caiu. A ficha caiu. O chão abriu. E um pensamento veio rápido: " Restou alguém?".


Por esse motivo não quero muito saber de políticos candidatos a prefeitura do nosso Rio de Janeiro. Como confiar neles, se um desses candidatos, que diz que vai limpar o Rio, vai por ordem na cidade, estaciona seu carro em local proibido e fica tudo por isso mesmo? Vai dizer que foi um deslize, uma falhazinha, mas que isso não vai mais acontecer? Bem que isso não se repita !!!! Ai, ai ai !!! Melhor ficar de castigo. Os outros nem quero saber. Prefiro não por minha assinatura em candidatura nenhuma. Não quero fazer parte disso. A mesma coisa fiz na eleição para presidente. Querem eleger ele, a bola está contigo. Se o eleito fizer e acontecer e trazer só coisas boas, ou alguma coisa boa, ótimo, mas se não, pelo menos fico tranqüilo com minha paz interior inabalada. Se eu acreditasse em algum candidato seria o primeiro a dizer: Eu votei nele !!!. Mas não é o caso. Estou completamente desacreditado com tudo e com todos que estão aí.


O problema é (mais uma vez) a memória curta ou inexistente na maioria dos eleitores. As pessoas tinham que anotar na agenda o que o seu candidato fez ou deixou de fazer. Existem sites hoje que podem até te ajudar. É só colocar na agenda on-line e pedir para que perto da eleição você seja avisado e no caso lembrado. Vale exemplificar os deputados que aprovaram a criação do novo imposto, a CSS e que dependem agora da aprovação do Senado. Seria o caso de fazer uma listinha de quem votou sim e fazer valer essa lista na próxima eleição.


Para isso acontecer seria bom o exemplo partir de algum lugar, mas por incrível que possa parecer, nosso STF deu um exemplo contrário, autorizando os candidatos com ficha suja mas que ainda não foram condenados, a se candidatarem. Depois disso, o que podemos exigir também do povo?


Exigir, não podemos realmente, mas pedir não custa. Pedir que antes de votar já que é obrigatório - ainda bem que o STF proibiu o uso de algemas em alguns casos – você va´de mente aberta, coração aberto e tenha coragem de exercer o seu voto. Aquele voto que está em sua mente, que te impulsiona a ir, leve em direção à urna. E não aquele voto opcional que você acha melhor votar no candidato x para somente o candidato y não entrar. Não jogue seu voto fora. Não quer votar (por vontade) nos candidatos x,y,z, não vote. Vote como já disse antes, na sua paz interior. Se todos tivessem essa coragem de achar que não votando em ninguém em vez de estarem jogando seu voto fora, estão exercendo a sua verdadeira vontade, o resultado das eleições poderia surpreender a muitos, inclusive a eles.


As urnas teriam que ser a nossa resposta, a nossa voz para dizer que não está nada bom, e que queremos mudanças.

Meu favorito?? Não tenho nenhum. Fico somente mesmo na expectativa de mais um capítulo da minha Favorita.


Existe uma frase que já usei em outro texto meu, na época da eleição para presidente. E acho que se encaixa novamente como uma luva.


“Era uma vez um povo bom e amigo que acreditava em papai Noel. Só tarde demais descobriram que Papai Noel era o Diabo”


Günther Grass – O Tambor

quarta-feira, agosto 20, 2008

O Vencedor Está Só - Paulo Coelho


O Vencedor Está Só foi o primeiro livro que li de Paulo Coelho. Não achava correto dizer que não gosto de Paulo Coelho sem ter lido Paulo Coelho. Até hoje nenhum de seus livros realmente havia despertado em mim aquela vontade de conhecer esse fenômeno em vendas de livro. Pelo menos essa é a propaganda e parece que é relamente fato. Vai entender. Hoje, posso dizer, Paulo Coelho não será para mim a próxima opção de um outro livro. Eu tentei. Disso ninguém poderá me acusar. Achei que O Vencedor Está Só fosse ser algo diferente. E pelo menos acho que é, se considerarmos a linha que Paulo seguia. Realmente lendo a sinopse me interessei muito e finalmente iria me render e conhecer Paulo. Confesso que fiz um pequeno esforço para chegar até o final. Pensei em alguns momentos em desisitir. Mas não com Paulo Coelho. Esse (livro) eu queria ir até o fim. Existem momentos em que você acha que o livro vai emplacar e que tudo tende a melhorar daquele ponto em diante. Ledo engano. Durante grande parte do livro Paulo Coelho parece fazer um exercício de introspecção do que seria a vida de pessoas que sonham com a fama, em passar pelo tapete vermelho, em virar celebridade. E esse exercício é chato. Os melhores momentos são os que o assassino age e quando começa a investigação. Mas são momentos que duram pouco e acontecem pouco. Daria até para citar as páginas em que ocorrem. No restante é aquele blá, blá, blá, das futilidades desse mundo (que confesso achei que fosse mais interessante) desse tipo de clebridade. Paulo Coelho poderia ter dado mais ação, posto mais sal, mais pimenta. Mas parece que optou por um livro que poderia ser comparado a comida de hospital. Sem gosto, sem graça.


Nota: 3,8

sexta-feira, agosto 15, 2008

O Assassino Ético - David Liss


O livro começa e deixa a impressão que será O LIVRO. Mas esse grande encanto acaba. Não quero dizer com isso que o livro é péssimo, ruim. Não, não é. Mas também não é uma Brastemp. Tem momentos que o livro fica um pouco monótono, sem sal, e então, você sente que começa a haver uma mudança. E há. Mas depois volta a ficar sem sal. Poderia dizer que é um livro meia montanha-russa. Ou seja, com alguns momentos sem sal e mais momentos de um livro bem razoável. Resumindo poderia classificá-lo como um C+++.


Nota: 7,8

quinta-feira, agosto 14, 2008

Vote na sua Paz Interior!!®


Parece que todos os olhos estão voltados para essa tal de Olimpíadas. Eu confesso que não estou assistindo a quase nada. O horário também não ajuda. Mas temos que abrir nossos olhos mais um pouco e ampliar o nosso foco e até porque não, focar em coisas mais importantes.

Estamos em plena campanha política e graças a Deus ainda não começou o horário político na televisão. Já pensou se juntasse olimpíadas e horário político ? Que horas ia passar A Favorita??? No horário do Jô?? Ninguém merece. Aliás, a novela está boa!!! Só não gostei que a Flora é a assassina. Enfim...

Mas pelo menos na parte da política a novela deu seu recado. O prefeito do bem ganhou as eleições apesar de todas as tentativas da outra parte em vencer a todo custo às eleições. Tudo bem eram somente dois candidatos, mas a mensagem foi passada. E devemos por inspiração seguir o mesmo caminho. Abrir nossos olhos, nossa mente, nosso coração, parar, respirar e pensar muito. Lógico que na nossa vida real não existe o candidato do bem e o candidato do mal. Até prova em contrário todos se intitulam candidatos do bem.

E é nessa hora que temos que ligar nosso desconfiômetro e tentar vislumbrar o que queremos para a nossa cidade. Temos realmente que se imbuir do que será melhor para nós. Devemos parar com a aquela mentalidade de que melhor votar naquele candidato para que aquele outro não entre. Não faça isso. Vote em quem você acredita, em quem você confia. Se não, não vote por votar. O voto é obrigatório, mas isso não quer dizer que você é obrigado a votar errado, ou melhor, obrigado a votar em qualquer um para que outro candidato indesejado e que tenha chance de vencer seja declarado o eleito.

A maior resposta que poderíamos dar a essa gente toda que acha que não estamos nem aí, que não nos importamos, que não estamos vendo o que está acontecendo ao nosso redor, com deputados sendo cassados, escândalos atrás de outros escândalos, competindo entre si para ver qual o mais escandaloso dos escândalos, seria o nosso voto verdadeiro, aquele que realmente queremos dar, seja ele em branco seja ele nulo. Essa sim seria a nossa melhor forma de demonstrarmos toda a nossa indignação. Essa é na verdade a nossa arma. Não pense que você estará jogando seu voto fora, muito pelo contrário. Você estará exercendo o seu poder de escolha e poderá ficar em paz interior só por saber que não foi você que contribuiu para que aquele candidato fosse eleito.

Quando um dia isso acontecer, estaremos no caminho certo e mostrando ao Estado, ao Governo - leia-se: Congresso, Câmara dos Deputados, Presidência, Assembléia Legislativa - que se eles não fazem o mínimo por nós, porque então nós teríamos que fazer algo por eles?

Eu pelo menos tenho renovado minha paz interior a cada nova eleição. E você será que está pronto para sentir a sua? Essa é hora. A hora é agora.

domingo, agosto 10, 2008

Velocidade - Dean Koontz


Autores desconhecidos às vezes aparecem com um enorme presente, e te fazem uma bela surpresa. E foi isso que aconteceu com Dean Koontz em Velocidade. Esse é daqueles livros que você não quer largar desde a primeira página. Um suspense maravilhoso. Um "trhiller" sem igual, com seqüências eletrizantes. Me lembrou um pouco o filme Por um Fio. Esse é o tipo de livro que acaba por trazer "um problema" desde o momento que você percebe que o livro é tudo aquilo que você esperava, ou até mais um pouco. Será que meu próximo livro terá esse mesmo efeito? Um efeito tipo hipnotizador. Há algum tempo procuro por um livro com uma história tão bem elaborada, com tudo na medida certa e que te prenda dessa maneira. Um livro que deixa o gostinho de quero mais e quero mesmo.

Nota: 10

terça-feira, agosto 05, 2008

O Ladrão no Armário - Lawrence Block


Para quem já conhece o estilo de Lawrence Block é dispensada as apresentações. Agora para aqueles que nunca leram nada desse autor, podem esperar um "muito bom" livro policial, com uma trama boa, num bom ritmo, conseguindo manter sempre aquele suspense que lhe é peculiar e que se tornou a sua marca resgistrada. Para quem gosta do gênero uma boa pedida.

Nota: 8,5

sexta-feira, agosto 01, 2008

Quando Nietzsche Chorou - Irvin D. Yalom


Não espere mistério. Nem um romance água com açucar. Nem crimes, assassinatos. Investigação. Detetives utilizando as últimas ferramentas eletrônicas jamais vistas. Nada disso. Espere um livro interessantíssimo que pode até nas primeiras páginas de dar uma impressão de que não vale a pena seguir adiante. Mas vá em frente. Após essa impressão, o lviro cria uma empolgação interessante, e você viaja com o autor e encontra discussões filosóficas e de psicanálise, num encontro fictício, mas que pode dar uma pequena amostra de como a psicanálise surgiu. Josef Breuer, um dos pais da psicanlálise, Friedrich Nietzsche, o filósofo e na época jovem Sigmund Freud. Talvez até não seja um livro para qualquer um ler. Isso vai depender de você querer ler algo especial e diferente.

Nota: 9

quarta-feira, julho 23, 2008

Não Faça 21!!! Faça 69!!!®


Não vou falar do Lula. Não vou falar da violência. Mas se você quiser falar comigo, ouvir minha voz sensual, aí sim, teremos um problema, você terá um problema. Tenho um NetFone. Sentiu o drama?? E nem é preciso morar na Sibéria. Aliás, sorte deles que lá não tem nada disso. E espero profundamente que não seja o único nessa situação, pois se for vou achar que é carma.

E já que estamos em época de campanha para as próximas eleições, vou começar a campanha: "Não faça um 21, faça um 69. Que cá entre nós, deve ser até bem melhor e porque não, saudável. Dizem que até emagrece.

Por esse motivo talvez o melhor a fazer é simplesmente cancelar o serviço. Mas nem isso é simples. É uma verdadeira peregrinação via telefone conseguir cancelar seu NetFone. O meu é ainda pior pois fiz o pacote completo, televisão, internet e telefone. Sou do plano gold. Chique né? Gold. Mas só no papel. Tratamento gold que é bom...

Por isso nesse ínterim, pensei então que o melhor é ir treinando sinais de fumaça, comprar um tambor, ou tentar por e-mail que é mais moderno, - pelo menos a internet funciona independentemente do telefone, pelo menos isso-. Pois depender do NetFone é como depender da assistência na saúde dada pelo governo, ou seja, não se pode contar com isso. Um dia funciona, no outro fica mudo. Não recebe, não faz ligação. Um inferno. E sempre que você liga via celular para a central de atendimento do NetFone é quase sempre a mesma "M". Merda. Pronto falei. Você logo de cara escuta uma gravação dizendo que existe um problema técnico na sua região e que estão fazendo o possível para resolvê-lo, e que a previsão é a de que até lá pelas tantas o serviço volte a funcionar. Legal né?

Aí então você cai no atendente, despeja todos os seus dados novamente, (pois você já tinha teclado o código do assinante para ser localizado), código do assinante, endereço de instalação, cpf, nome da mãe, (nuca pedem o nome do pai), cpf, só falta pedirem peso, altura e grupo sangüíneo, mas eu às vezes até informo logo, informa a essa pessoa o que está acontecendo, pois caso contrário ela não te transfere e pede para falar com o setor de relacionamento. Quando eles atendem, - tem isso também, pois a ligação nessa de esperar tem costume de cair bastante - estão sempre entendendo o seu problema. Será mesmo? Duvido. Mas antes disso, novamente pedem todos os seus dados, pois o sistema não reconheceu nada a seu respeito. Você fala então em cancelar o serviço e nessa hora começa o cabo de guerra. Oferecem de tudo. Quase tudo. Geralmente começam pela isenção da franquia, mas geralmente você sempre acaba falando mais que ela. Não vale a pena. Então, partem para oferecerem o aumento na velocidade da sua banda larga. Não gostou? Sua banda já está larga mais do que o necessário?. Então, eles aí pegam pesado e te oferecem uma degustação de algum canal adulto. Foi bom para você? Se você então não aceitar...

O que me deixa intrigado é como pode a Anatel não ter feito nada ainda com relação a esse serviço? Não é possível. A nossa antiga Telemar era o Inferno em pessoa (jurídica). Depois melhorou e muito. E hoje virou Oi. Oi!!! Se tá me ouvindo???

Tenho agora uma grande oportunidade. Estou de mudança. Sabe como é... Vou ser um homem com mais responsabilidades... Casamento... Filhos... Uma vida finalmente a dois. Essa pode ser a Hora. A hora de me divorciar no NetFone e quiçá da Net toda. Tentar outros horizontes, outros sac´s.

Relutei muito em escrever esse texto. Mas depois de ouvir pela enésima vez que na Sibéria não tem nada disso, resolvi publicá-lo, antes de tomar uma atitude mais drástica e me mudar de vez para a Sibéria, pois lá como diz a propaganda da Net, não tem nada disso e com certeza não deve ter também, PM atirando a torto e a direita, com certeza não tem Lula, Daniel Dantas, Pita, Sérgio Naya e outros escroques já conhecidos por nós.

Skavurzka!!!!!

terça-feira, julho 22, 2008

Mundo Perdido - Patrícia Melo


O livro meio que continua a história de Máiquel, protagonista do livro O Matador que originou o filme O Homem do Ano. A narrativa é seca característica de Patrícia, porém mais sagaz. Uma leitura agradável sem muita coisa para ser considerada imperdível. Não é. Para os fãs de Patrícia Melo fica meio que implícita a leitura. Um estilo diferente de narrar fatos corriqueiros do nosso dia-a-dia, de nossa violência, da corrupção, enfim, nossos problemas do cotidiano.

Nota: 6

sexta-feira, julho 18, 2008

O Atentado - Yasmina Khadra


Um livro que fala de uma triste realidade dos nossos tempos. Uma realidade que vi de perto no tempo que morei em Israel. Uma realidade que pode ser um pouco entendida nessa narrativa simples porém com toques de angústia, dúvidas, medo, revolta e preconceito. O livro não esconde nada. Retratra uma dura realidade e nos deixa com um enorme ponto de interrogação do porque de tudo isso e o que leva pessoas a darem suas vidas por uma causa cheia de covardes e pessoas fracas.



Nota: 8


quarta-feira, julho 16, 2008

Reféns do Medo!!®


Difícil começar. A tecla backspace nunca foi tão usada por mim. Não gosto de ser repetitivo. Gosto de poder na medida do possível a cada semana falar de um assunto diferente, mesmo que seja com o mesmo personagem.


Infelizmente os últimos fatos não me deixam, não me permitem. Mal a semana começou e já temos mais duas novas vítimas da truculência policial, do despreparo, da impaciência, da imprudência. Da pouca valorização da vida. Semana passada quando o pequeno João Roberto sua mãe falou que seu filho não era uma estatística, que alguma coisa teria que ser feita. E pelos fatos que se sucederam, infelizmente parece que João é mais um número e mais um nome numa lista interminável de vítimas de uma violência deslavada e muito cara.


O que falar para as famílias da jovem Rafaeli Ramos Lima morta por engano pela polícia de Porto Amazonas no Paraná e para a família do administrador Luiz Carlos Soares da Costa morto aqui no Rio de Janeiro?


Será que o secretário de segurança e o governador irão pedir novamente desculpas? Sei que essa mudança de comportamento que esperamos não poderia ser da noite para o dia, mas alguma coisa já deveria ter sido feita. Bastaria uma ordem para que antes de qualquer policial atirar houvesse uma certeza ou a sua luta pela própria vida, ou se houvesse uma ação da outra parte. Mas não atirar primeiro para ver depois quem é. Duvido que isso esteja nos manuais.


E com isso o que antes era um alívio para nós, passa a ser sinônimo de medo, de dúvida, de insegurança também. Há pouco tempo atrás, quando não víamos patrulhamento nas ruas sentíamos uma vulnerabilidade atroz, mas hoje, quando vimos policiamento um imenso ponto de interrogação surge e a pergunta que não quer calar sobe pela nossa garganta: Estamos seguros?


E agora José? Tem uma pedra no nosso caminho. Aliás, uma pedreira.


Sinceramente, não sei mais no que acreditar. Nem mesmo mais o que fazer. Nossa indignação parece ser pequena diante do tamanho que é o problema. Promessas da outra parte de que isso não ficará assim, que vamos acontecer, que vamos fazer, está virando piada. Vamos fazer? Já deviam estar fazendo. Vamos acontecer? Já devia ter acontecido.


E o mais estranho é que até hoje, não escutei nenhuma declaração do nosso presidente que está mais preocupado sei lá com o que. Esse assunto da maneira como está, deixou de ser um problema regional, um problema de uma só cidade. É um problema de uma nação. E por isso o presidente Lula deveria dar alguns minutos de seu tempo e falar para uma nação cada vez mais refém do seu próprio medo. E o seu Lula calado como uma porta. Aliás... Melhor ficar quieto.


É assim que estamos então, reféns da violência dos bandidos, e reféns do medo da polícia.


terça-feira, julho 15, 2008

Onde os velhos não tem vez - Cormac McCarthy


Depois de ler Onde os velhos não tem vez, e ler que "no fundo, McCarthy é o maior escritor americano da atualidade" segundo o Harold Blomm, um crítico literário, não sei mais dizer se sei o que é literatura. Ou será que estou louco? Ou poderá ser que o louco é ele? Tem mais. Sam Shepard escreveu: "este livro te deixará sem fôlego e perplexo". Dependendo do que ele quis dizer posso concordar 100%. Realmente o livro me deixou sem fôlego(??) mas perplexo com certeza. E minha perplexidade foi a de que o que é isto?? Isso é mesmo literatura? Será que é um novo estilo de escrita? Mas ninguém me avisou. Eu que achei que estaria comprando um ótimo livro acabei sendo induzido pela sinopse e pela "orelha do livro" que fizeram o papel de um belo vendedor. Se pudesse voltar no tempo e ter meu dinheiro "back". A narrativa é estranha meio que sem pé nem cabeça. Frases curtas, estranhas, às vezes fazendo parte de um diálogo, outras vezes, repetindo frases que seriam uma pergunta e não são. Primeira pessoa, terceira pessoa. Um carnaval. Como cheguei até o fim do livro, não sei também. No caminho pensei em desistir algumas vezes. Mas fui valente mesmo perplexo a cada virada de página. Era aquela coisa de menos uma. Ufa, tá chegando o fim. Será que em algum momento isso pode mudar? Ledo engando. Sinceramente não comprem esse livro. Não percam tempo com isso. Poupem seu dinheiro. Tem muita coisa boa no mercado. Isso não pode ser considerado coisa boa. Ou então se for o caso me internem.


Nota: 2

segunda-feira, julho 14, 2008

Serial Killer - Louco ou Cruel? - Ilana Casoy


O livro apresenta em sua primeira parte digamos assim, um estudo sobre o que é um serial killer, como ele pensa, como ele se forma. Depois são contados casos verdadeiros de vários serial killers, o que faziam com suas vítimas, o que aconteceu com eles, sobre as investigações. É realmente um estudo de caso bem elaborado e que necessita do leitor um pouco de estômago forte, pois as atrocidades relatadas são fortes e inimagináveis. Infelizmente nos deparamos com uma realidade e temos então a noção de até onde o homem é capaz de chegar. Não posso dizer que é uma leitura maravilhosa, não é. E nem tampouco prazerosa. Para quem quer se inteirar de até onde o ser humano é capaz de chegar tem um prato feito. Por isso mesmo é até difícil de se avaliar em termos de nota, pois difere de tudo o que eu já li até hoje em termos de comparação com outros do gênero.



Nota: 6


quinta-feira, julho 10, 2008

As Memórias do Livro - Geraldine Brooks


O livro foi inspirado na verdadeira história do códice hebraico conhecido como Hagadá de Sarajevo com alguns capítulos, fatos e personagens criados pela autora. A chamada do livro confesso que é atrativa, interessante e torna a expectativa da leitura grande. Na minha prática não foi bem isso que acoteceu. Quando um livro é maravilhoso eu simplesmente tenho muita dificuldade de dar aquela paradinha até para fazer outras coisas. Tem livros que leio em 2 dias. E não foi o caso desse. Tanto que comecei, dei uma parada, li outros dois livros e só depois retomei a leitura. Ainda assim fiquei tentado a parar em alguns momentos. O livro no geral tem altos e baixos. Um capítulo fica maravilhoso e você então acha que vai decolar na leitura e logo em seguida vem um capítulo que te faz pensar em desistir. A história é interessante. O livro não tem uma cronologia única. Ele avança e volta no tempo, mas consegue te dar uma idéia do que pode ter acontecido e nesse ponto fica interessante. É uma viagem no tempo, mas que talvez falte uma pitada de sal.


Nota: 6

quarta-feira, julho 09, 2008

P _ _ _ M _ _ _ _ !!!®


O título original vocês já devem saber qual seria. Não ficaria fino escrever o título por inteiro desse meu texto que é mais um desabafo. As palavras até se aplicariam à situação em si, mas não serão essas palavras que irão mudar alguma coisa. Mas com certeza ação.


Escrever essas palavras hoje, está sendo muito difícil. Sinceramente sempre que acho que chegamos ao fundo do poço, alguma acontece. E essa porrada que recebo a cada novo fato, a cada nova tragédia, a cada nova injustiça, e acho que muitos sentem o mesmo, me diz, que estou totalmente enganado. Que ainda não vi nada. Que ainda não vimos nada.


E será que teria mais alguma coisa para ver??


A morte do pequeno João Roberto chocou a todos. E agora? Será que o pedido de desculpas do secretário de Segurança José Mariano Beltrame vale de alguma coisa? Será que foi preciso morrer mais uma pessoa para que eles vissem que a nossa polícia não está preparada para nos servir e proteger? Semana passada foi o jovem Daniel e a lista segue. Já virou até lista telefônica de tantos nomes que temos que lembrar. E que devemos, pois suas mortes não podem ser em vão.


O que dizer para esses pais? O que dizer para a sociedade que já vive em constante pavor com a violência da cidade e agora arrumou mais uma preocupação: a polícia.


Sinceramente, fico aqui diante da tela do computador, olhando para o teclado e sem saber o que mais poderia dizer. Nesse exercício, aparecem várias questões. Questões antigas, questões novas. Mas que só serão realmente respondidas não com palavras de autoridades da Polícia Militar, nem da Secretaria de Segurança, nem das autoridades estaduais, federais. Não. Serão respondidas na ação, no nosso dia-a-dia.


De que adianta o governador, o prefeito aparecerem se dizendo indignados se uma semana depois tudo se repete. Não foi assim com o Daniel? O governador Sergio Cabral disse que achava um absurdo isso e aquilo e uma semana depois, morre o menino João Roberto, vítima do mesmo despreparo, do mesmo algoz, da mesma irresponsabilidade.


É preciso também que se punam com rigor esses irresponsáveis despreparados para empunhar uma arma, para defenderem uma corporação como a Polícia Militar, para representarem o Estado, enfim, para serem policiais que a rigor estariam aqui para servir e proteção.


Estamos novamente prisioneiros, com nossos direitos constitucionais violados, tendo que contar somente com nossa sorte e cada vez mais órfãos daqueles cidadãos que são vitimados por uma irresponsabilidade do próprio Estado que nos deveria justamente defender de assaltantes, marginais, balas perdidas e agora de policiais que mais parecem exterminadores.


Deve-se hoje parar tudo. E recomeçar do zero. Chamem todos de volta à escola. Ofereçam treinamento e treinamento e mais treinamento. Não entreguem armas assim tão facilmente. Façam a reciclagem que tiver que se fazer. Mas façam já. Não é algo para se pensar que deve ser feito. É para simplesmente fazer. Façam JÁ!!! Hoje. Agora. E não se deve esquecer de ensinar o principal que é o valor a vida.


Não queremos mais ter que nos despedir achando hoje que pode ser o último dia. Queremos ter o direito de fazer planos, de sonhar, de ver nossa família reunida nos almoços de domingo, nos jantares de segunda, terça, quarta, quinta, sexta, e porque não sábado. Queremos ver nossos filhos crescerem, casar, terem seus filhos. Queremos netos. Queremos simplesmente viver.


Só isso, simplesmente viver.